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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
terça-feira, 19 de novembro de 2013
24 horas de Johnny's fangirls
No último feriado tivemos uma ULTIMATE FESTA DO PIAJAMA JOHNNY'S aqui em casa.
sábado, 2 de novembro de 2013
Uma coisa ou outra sobre Um ator errante de Yoshi Oida
O objetivo desse texto é destacar alguns termos, expressões e temáticas abordadas no texto "Um ator Errante" de Yoshi Oida.
O livro, publicado durante os anos 90 conta a história de vida do ator e diretor Yoshi Oida desde que deixa o Japão durante os anos 60 para juntar-se a companhia de teatro experimental de Peter Brook em Paris que visava estudos sobre a expressividade teatral, sua forma, função politico-artística entre outros.
O CIRT peregrinou por diversos países buscando compreender a origem e os limites da arte teatral e performática bem como da comunicação em si e Oida consegue através de sua narração em primeira pessoa transmitir suas descobertas da maneira como lhe ocorreram.
Mais do que o relato do excelente trabalho de pesquisa teatral desenvolvido pelo CIRT e seus artistas pluriculturais Um Ator Errante retrata a experiência de vida de um artista, seu amadurecimento como ser humano e como criador, e suas incríveis descobertas com relação ao mundo e a seu espaço e identidade perante esse. Além de proporcionar uma análise de uma série de acontecimentos do século passado como a segunda guerra mundial, guerra fria, revoltas estudantis e etc sob a ótica de um jovem ator.
Entre os inúmeros questionamentos presentes no livro destaco a recorrente crise de identidade que aflige Oida desde que saiu do Japão. Tendo vivido a ocupação americana no Japão após a segunda guerra mundial durante sua infância, Yoshi Oida cresceu consumindo cultura ocidental em um país cuja auto estima estava em baixa e tal como a maioria dos japoneses dessa geração, sente-se hibrido entre dois mundos, o ocidental e o oriental. Questionamentos sobre sua identidade japonesa, sobre o tipo de arte que deveria produzir e que se conseguiria bem como sobre sua própria percepção a cerca da cultura japonesa o cercaram durante toda a jornada, questionamentos esses muito pertinentes para os jovens atores da atualidade que crescem em um universo globalizado e que, com apoio da internet, tem acesso a diversas propostas diferentes de arte, interpretação e texto nem sempre mantendo uma linha de trabalho orgânica com a identidade regional, uma vez que limites geográficos foram reduzidos se não, apagados nessa nova era.
Portanto, Um ator Errante não é apenas uma leitura recomendada para atores ou estudantes das artes cênicas que buscam resultados das pesquisas do CIRT, mas também para aqueles que se interessam em aprender com as experiências de vida de um japonês globalizado em um mundo onde esse termo ainda estava sendo difundido.
Entre os inúmeros questionamentos presentes no livro destaco a recorrente crise de identidade que aflige Oida desde que saiu do Japão. Tendo vivido a ocupação americana no Japão após a segunda guerra mundial durante sua infância, Yoshi Oida cresceu consumindo cultura ocidental em um país cuja auto estima estava em baixa e tal como a maioria dos japoneses dessa geração, sente-se hibrido entre dois mundos, o ocidental e o oriental. Questionamentos sobre sua identidade japonesa, sobre o tipo de arte que deveria produzir e que se conseguiria bem como sobre sua própria percepção a cerca da cultura japonesa o cercaram durante toda a jornada, questionamentos esses muito pertinentes para os jovens atores da atualidade que crescem em um universo globalizado e que, com apoio da internet, tem acesso a diversas propostas diferentes de arte, interpretação e texto nem sempre mantendo uma linha de trabalho orgânica com a identidade regional, uma vez que limites geográficos foram reduzidos se não, apagados nessa nova era.
Portanto, Um ator Errante não é apenas uma leitura recomendada para atores ou estudantes das artes cênicas que buscam resultados das pesquisas do CIRT, mas também para aqueles que se interessam em aprender com as experiências de vida de um japonês globalizado em um mundo onde esse termo ainda estava sendo difundido.
Abro um parenteses aqui para dizer que essa leitura e reflexão é muito interessante para pessoas que como eu não se sentem completamente representados pela identidade de seu país de origem, ou consomem demais a cultura exterior. É incrível como as vezes sabemos tão pouco sobre nós mesmos, ou, pensamos que sabemos pouco só porque nunca nos propusemos a pensar sem certos padrões e certezas.
terça-feira, 24 de setembro de 2013
À deriva
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| Oniisama e |
Boiava sobre as ondas causadas pelo vento àquela piscina um corpo esguio, alongado e pálido coberto por um maiô muito branco.
As monções eram compassadas pela maravilhosa simetria assimétrica da natureza e quem olhasse de longe veria a garota dançando.
Poderia ter abraçado a lua cheia ou acariciado seu coelho se tivesse aberto os olhos naquele momento e apreciado seu reflexo, tão perto, mas infelizmente não o fez.
O Balé das águas aumentava conforme o vento frio passava e levava o resto de vida humana daquele corpo; pouco a pouco não era mais possível ver forma alguma, metade era água e metade era menina indo para cima e para baixo e para um lado e para o outro.
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| Oniisama e |
As muitas gotículas de água viraram uma grande criatura adaptada àquele cubo, e logo o grande corpo de mulher virava partículas de menina espalhadas por aí.
Onda vai, onda vem até o vento parar de soprar, porque também não era mais vento seco, e sim parte daquele quadro. Agora iam os três para lá e para cá no compasso da música inaudível brincando de se fundir e confundir.
Quem tivesse olhado esse momento acharia que a menina estava voando lá longe no céu, do lado daquela bola branca que coloria seus trajes.
Então o movimento cessa, água vira água, menina vira menina, vento vira vento, ela abre os olhos e resolve sair da piscina porque ficou com frio.
terça-feira, 17 de setembro de 2013
Tenho sido Alice.
Vim compartilhar algumas fotos dos meus últimos trabalhos com a artista plástica Adriana Peliano, rainha da Sociedade Lewis Carroll do Brasil, da qual sou membro.
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
As mãos sujas de tinta.
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Asmik Ace Entertainment |
Quando nos sentamos para conversar notei que ela não era boa com as palavras e que parecia procurar resguardo em alguma muleta exterior; Não demonstrava desprezo mas também não parecia particularmente feliz em ter que gastar aqueles minutos socializando comigo.
- Eu guardei um lugar aqui para você...
- Ah... obrigada.... - disse ela baixando o rosto até o peito;
- É que é difícil achar lugares bons no refeitório, e daí como eu sempre como sozinho... achei que seria divertido se a gente comesse junto.
-... - Ela não respondeu, mas assentiu com a cabeça ainda olhando de um lado para o outro.
Parei então para olhá-la de baixo para cima.
Os sapatos confortáveis torciam para o centro, suas pernas deviam ser um pouco tortas.
A meia de lã contornava sua canela fina e uma faixa pequena de pele estava a mostra na região abaixo do joelho, logo depois começava o bordado incrível daquele vestido de algodão. Essa roupa parecia ter sido criada apenas para o seu corpo, o bordado trabalhado e o modo como ele se relacionava com as mangas largas do vestido eram aconchegantes; Ela não parecia nem humana, parecia uma fada da floresta cuja vestimenta faz parte de sua extensão.
Os sapatos confortáveis torciam para o centro, suas pernas deviam ser um pouco tortas.
A meia de lã contornava sua canela fina e uma faixa pequena de pele estava a mostra na região abaixo do joelho, logo depois começava o bordado incrível daquele vestido de algodão. Essa roupa parecia ter sido criada apenas para o seu corpo, o bordado trabalhado e o modo como ele se relacionava com as mangas largas do vestido eram aconchegantes; Ela não parecia nem humana, parecia uma fada da floresta cuja vestimenta faz parte de sua extensão.
- Você estava trabalhando até agora? - Perguntei um pouco ansioso, imaginando se esse seria um bom assunto.
- É... - o olhar começava a levantar apesar do rosto ainda estar encostado no peito.
- Você não precisa pegar tão pesado, deve deixar um tempo para se divertir, sabe?
- É que quando eu começo, eu não consigo parar. - Esfregava as mãos frenéticamente, os dedos eram curtos e tortos e estavam muito sujos de tinta, engoli seco enquanto olhava, encantado, aquelas mãos pequeninas. Eu era seu veterano, mas as minhas mãos não tinham calos ou cor.
- Eu vou buscar alguma coisa para você comer, tá bom? - falei levantando abruptamente; Ela parou e me encarou de frente, seu olhar se demorou um pouco e finalmente sorriu:
- Muito obrigada, você é uma pessoa muito legal!
terça-feira, 13 de agosto de 2013
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Idol cover na animefriends, meu debut!
Oi :)
Hoje vim divulgar meu projeto de Idol cover.
Eu fui convidada faz um tempo, para entrar no Usa chan PEACE! e realizar um cover de Morning Musume, o projeto é bem interessante e a música escolhida possui uma coreografia bem elaborada.
No entanto, o grupo é muito grande e ficou meio dificil prepararmos tudo para a data limite, aguardem até o fim do ano que esse cover ainda vai sair!
O Usa chan porém, me apresentou meninas muito motivadas a Isabela e a Livia, e começamos nosso projeto paralelo de cover de Idols, em especial units da Hello! Project.
Hoje vim divulgar meu projeto de Idol cover.
Eu fui convidada faz um tempo, para entrar no Usa chan PEACE! e realizar um cover de Morning Musume, o projeto é bem interessante e a música escolhida possui uma coreografia bem elaborada.
No entanto, o grupo é muito grande e ficou meio dificil prepararmos tudo para a data limite, aguardem até o fim do ano que esse cover ainda vai sair!
O Usa chan porém, me apresentou meninas muito motivadas a Isabela e a Livia, e começamos nosso projeto paralelo de cover de Idols, em especial units da Hello! Project.
terça-feira, 9 de julho de 2013
Lançamentos nacionais, e final de semana.
Oi, hoje vim fazer um daqueles posts de caráter pessoal que são muito divertidos em blog de menina.
Esse final de semana pude ver vários amigos o que sempre me faz muito bem :)
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Os 10 mandamentos do bom karaokê
É necessário frisar que as "normas" abaixo são mais válidas para reuniões em Karaoke-box com um grupo de pessoas de tamanho médio ou grande.
domingo, 2 de junho de 2013
Evangelion e Sartre, um pequeno estudo
Como muitos sabem eu estudo teatro, e na matéria de filosofia pude escrever um texto com temática livre :) Fiquei bem animada e decidi falar sobre anime! O meu problema começou quando percebi que nunca havia escrito um texto sob a ótica filosófica. Falo sempre do contexto social e as vezes artístico, esse foi portanto meu primeiro texto me focando na filosofia da coisa. Quem sugeriu que eu falasse sobre Evangelion foi minha irmã mais velha que disse que seria um tema mais fácil para mim... bom foi mais fácil do que pegar uma série que eu não conhecesse muito ^^ Por favor sintam-se livres para comentar
A influência de Sartre em Neon Genesis Evangelion.
Esse artigo pretende construir um paralelo entre a filosofia existencialista de Jean P. Sartre e a série de animação Japonesa produzida em 1995, Neon Genesis Evangelion, em especial o desfecho da série.
A influência de Sartre em Neon Genesis Evangelion.
Esse artigo pretende construir um paralelo entre a filosofia existencialista de Jean P. Sartre e a série de animação Japonesa produzida em 1995, Neon Genesis Evangelion, em especial o desfecho da série.
Primeiramente é necessário localizar o leitor a respeito de 新世紀エヴァンゲリオン Neon Genesis Evangelion. Produzida entre 1995 e 1996 a, talvez mais bem sucedida comercial e criticamente, série de animação Japonesa entrou para a história com seu enredo de ficção científica pós-apocalíptico que tinha como personagem central Ikari Shinji, um garoto púbere e solitário.
Apesar de inicialmente o foco da série ser o universo pós-apocalíptico esse centro vai sendo deslocado e tornando-se uma análise da psicologia das personagens e da sociedade daquele futuro em contrapartida com a sociedade Japonesa dos anos 90.
A série é recheada de referências a teorias filosóficas e psicológicas, os nomes dos episódios bem como as faixas da trilha sonora se propõe a eleger tópicos a serem debatidos ao longo da série, entre eles estão O complexo de Édipo, O Transtorno de ansiedade da separação, O dilema do ouriço de Schopenhauer e diversas teorias Freudianas, o Projeto de Instrumentabilidade Humana, por exemplo, é incrívelmente similar a teses Freudianas sobre comunicação interpessoal.
Esse artigo, no entanto, propõe-se a analizar a influência da obra de Sartre no universo de Evangelion; É necessário destacar que, uma vez que a série não se proponha a ser um trabalho filosófico mas sim um trabalho artístico ela não segue apenas uma linha ou corrente filosófica, pelo contrário, constroi personagens tridimensionais o suficiente para serem analizadas por correntes diversas e usa de artifícios e referências opostos; Não necessário pontuar que, uma obra de arte desse gênero tende a ser mais completa dessa maneira já que não é dever da arte abordar problemas relacionados a existência humana de maneira completamente racional, mas sim da filosofia. Evangelion é bem sucedido em provocar reações subjetivas ao expectador poupando-o de diálogos racionais e usando com sabedoria os recursos da linguagem cinematográfica. A linha de direção genial do diretor Hideaki Anno, no entanto, é assunto para outro texto.
(Que eu comento mais na TAG: Assistindo Evangelion com a Clara)
(Que eu comento mais na TAG: Assistindo Evangelion com a Clara)
Se a série usa referências a diversos pensadores é necessário delinear um único momento para analizar a interferência da obra de Sartre, pois, dentro do panorama geral se tornaria impossível a análise pura de outras correntes de pensamento, elego portanto os dois últimos episódios.
As personagens se encontram no campo metafísico e se propõe a uma auto análise grupal que, eventualmente, resultará na cura da depressão de Shinji; Perguntas são elegidas e cada personagem responde como se sente a determinado tópico afim de delinear padrões.
O problema maior do protagonista Shinji Ikari e sua carência afetiva, uma vez designado piloto do humanoide capaz de salvar a terra dentro deste universo Shinji consegue fortificar sua auto-estima embasada nos elogios recebidos e na sensação de ser peça fundamental de algo; No entanto, sua existência se dá unicamente para isso, pilotar por pilotar e ser elogiado por ser elogiado; Sem sua profissão Shinji não é reconhecido pelos outros o que o torna inútil ao seu próprio olhar e incapacitado, em função da depressão, de realizar tarefa alguma, e quem não age não é; portanto não existe.
Em L'être et le néant Sartre contesta o subconsciente freudiano e o determinismo religioso, o qual responsabiliza o homem pelos próprios atos e estrutura a ideia da liberdade então, como um aprisionamento do seu ("Não somos livres de ser livres") Já que o homem é o único ser capaz de criar o nada.
Ainda no caso Shinji Ikari em Neon Genesis Evangelion, o autor, Deus daquele universo de maneira não-diegética, faz com que Shinji entenda a ideia de Sartre ao redesenhá-lo em um universo livre de qualquer limitação, o mundo da liberdade. Nesse universo, no entanto Shinji percebe que a liberdade per se não é libertadora, pelo contrário. Em um mundo de total liberdade não existe nenhum grau de aprisionamento, nem o da consciência, nem o material e não existem portantos limites entre um ser e outro, ou o espaço, sem limites também não há a existência ou a consciência.
O protagonista, se entedia. (O protagonista, no momento é o tudo.)
Segundo a filosofia de Sartre o homem, nasce, e se percebe; Afim de que o tudo, antes Shinji Ikari, se perceba é necessário que exista outra consciência, outro ser, outro universo; No entanto, a existência de outro ser fere a ideia de liberdade totalitária. Um homem sabe que é diferente de um peixe, pois conhece as características de um peixe e não as reconhece em si mesmo; mas a existência de um peixe o impede para sempre de ser um peixe e isso é perda da liberdade de ser um peixe. O homem passa a habitar em um universo finito.
A percepção do outro é ainda mais delicada quando o outro é um ser da mesma espécie, o que difere o homem de outro homem? Para isso o homem deve observar outro homem e compreender o que o faz um homem e o que o faz um outro, bem como foi feito com o peixe; A análise de um terceiro, no entanto gera uma cópia do objeto de observação dentro do consciente do observador; Portanto a identidade de 'outro-homem' não pode ser total, uma vez que ela depende não apenas das informações enviadas pelo homem-objeto, mas do modo como são codificadas pelo homem-observador; Nossa identidade então é variada de acordo com aquele que se propõe a percebê-la.
Em Liberdade perfeita podemos estar onde quisermos e ser o que quisermos, portanto somos tudo mas também não somos nada pois não existe nada ou limitações para o ser, estar, pensar.
Essa ligação de ideias é apresentada de maneira ilustrativa e simples dentro da série Neon Genesis Evangelion. Shinji, o tudo, dentro do universo de total liberdade, percebe um outro e perde um grau de sua liberdade, analiza o outro e apartir daí, se percebe.
Shinji então reconhece que o seu universo é mais que necessário para a existência dele como Shinji, mas isso o devolve a estaca inicial, a de um garoto que não gosta da própria realidade e busca saídas Escapistas.
A série entra então em um momento final, onde as personagens que fazem parte do universo de Shinji, ou diria, do Universo-Shinji conversam com ele.
Sartre acredita que o homem é total responsável por sua existência "Não somos aquilo que fizeram de nós, mas o que fazemos com o que fizeram de nós".
E em sua reta final, visando a saúde psicológica do protagonista compreendemos esse conceito, uma vez que o mundo seja pautado na maneira como interagimos com ele e que no universo de Evangelion, bem como nas teorias de Sartre não exista uma verdade absoluta, a resposta que ajudará Shinji a encontrar seu caminho é uma nova leitura de sua própria realidade e a releitura do que ele tinha como verdade. Shinji não sabia como lidar com o outro e chegou a desejar que ele fosse o universo, que o universo fosse ele e que nenhum existisse. A partir de sua nova conceituação de liberdade com base na teoria de Sartre ele vê que o homem e livre pois tem consciência e é capaz de fazer escolhas; O personagem que via o mundo exterior como incômodo e que lia rejeição em toda atitude do outro percebe agora a existência de diversos universos, Os universos dos outros e o seu próprio universo de acordo com a leitura do outro; Shinji então percebe que é capaz de fazer uma releitura de seu próprio universo com base em uma visão não pessimista. De maneira ilustrativa reassistimos a cenas onde Shinji levava broncas e ouvia palavras rudes de outras personagens ao longo da série; Na leitura de Shinji tais palavras significavam desprezo e ódio, na leitura da personagem, por vezes significavam carinho e preocupação, capaz de ver o outro como um universo próprio Shinji percebe que sua verdade não é a única verdade e se vê livre do universo tenso e deprimido que tinha como verdade.
A fórmula "ser livre" não significa "obter o quese quer" e sim "determinar-se a escolher". Segundo Sartre o êxito não importa à liberdade.
E em sua reta final, visando a saúde psicológica do protagonista compreendemos esse conceito, uma vez que o mundo seja pautado na maneira como interagimos com ele e que no universo de Evangelion, bem como nas teorias de Sartre não exista uma verdade absoluta, a resposta que ajudará Shinji a encontrar seu caminho é uma nova leitura de sua própria realidade e a releitura do que ele tinha como verdade. Shinji não sabia como lidar com o outro e chegou a desejar que ele fosse o universo, que o universo fosse ele e que nenhum existisse. A partir de sua nova conceituação de liberdade com base na teoria de Sartre ele vê que o homem e livre pois tem consciência e é capaz de fazer escolhas; O personagem que via o mundo exterior como incômodo e que lia rejeição em toda atitude do outro percebe agora a existência de diversos universos, Os universos dos outros e o seu próprio universo de acordo com a leitura do outro; Shinji então percebe que é capaz de fazer uma releitura de seu próprio universo com base em uma visão não pessimista. De maneira ilustrativa reassistimos a cenas onde Shinji levava broncas e ouvia palavras rudes de outras personagens ao longo da série; Na leitura de Shinji tais palavras significavam desprezo e ódio, na leitura da personagem, por vezes significavam carinho e preocupação, capaz de ver o outro como um universo próprio Shinji percebe que sua verdade não é a única verdade e se vê livre do universo tenso e deprimido que tinha como verdade.
Shinji se abre ao próximo e percebe que sua liberdade estava na capacidade de escolha, e que ao escolher ver ao próximo ele percebeu não ser odiado por todos, ou um peso para a sociedade, mas recuperou parte da sua auto-estima e decide ter um novo começo, bem como o titulo da série propõe.
Se você chegou até aqui:
Vídeos para referência: http://www. youtube.com/watch?v= J0SZUHX95ZE
http://www.youtube.com/watch? v=HpiZbahAD68
http://www.youtube.com/watch? v=M8F9kQ-gOCg
http://www.youtube.com/watch? v=Jb5hrCO-xqw
Vídeos para referência: http://www.
http://www.youtube.com/watch?
http://www.youtube.com/watch?
http://www.youtube.com/watch?
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Lição de casa de estética: Expressionismo e cinema.
Tive uma tarefa de casa bem divertida no cursto de estética que faz parte da grade do meu curso de teatro. A ideia era encontrarmos parelelismos entre alguma vanguarda artística e algum filme, de preferência que não fizesse parte do movimento em si;
Vou explicar com mais calma: O movimento que coube a mim foi o expressionismo alemão, eu estava portanto proibida de pegar trechos do Gabinete do Dr. Caligari ou de outros filmes que fossem muito 'lugar-comum'; a ideia era que nós criassemos pontes subjetivas e de preferência usassemos filmes bem inesperados e mais atuais.
Comecei meu trabalho anotando os filmes que eu não queria usar:
O Gabinete do Dr. Caligari,
A noiva do Frankstein,
Nosferatu,
Filmes do Tim Burton,
E como meu prazo era um pouco curto disse para mim mesma que não ficaria muito preocupada em ser criativa, escreveria sobre aquilo que surgisse primeiro, e minha escolha foi:
Filme: Melancolia
Diretor: Lars Von Trier
Ano: 2011
Cena: Sequência Inicial
Link: http://www.youtube.com/ watch?v=2kP-vuOy8cU
Explicação:
A sequência incial de Melancolia pinta telas separadas ligadas por um único tema, a Melancolia em si. O espectador não sabe o que esperar uma vez que o enredo ainda não foi revelado, mas é impossível sentir-se calmo diante das imagens dessa sequencia, com toda certeza muito mais importante que o enredo são as sensações das personagens.
As cenas mostradas são conectadas pela temática sombria e pelas cores pouco contrastadas e escuras, bem como eram características do movimento expressionista.
As personagens são duas mulheres e uma criança em situação de risco, as imagens envocam destruição, morte e unidade entre homem e natureza mas as personagens chamam delicadeza, em especial a figura da noiva.
A cena não possuí falas ou mesmo uma sequência lógica ou cronológica que ajudam a causar estranhamento e pânico no espectador.
A trilha é Tristão e Isolda do compositor Richard Wagner famoso compositor por usar cromatismos e dissonâncias em suas composições afim de causar 'deformações musicais'.
A maquiagem e caracterização das personagens ajuda a exteriorizar a dor das personagens como vemos na primeira cena da sequencia onde a atriz Kirsten Dunst aparece magra e com olheiras mostrando-se perturbada e cansada e levemente deformada.
Definitivamente a composição envoca morte e desesperança, temáticas recorrentes do Expressionismo.
Em algum momento ao fim da sequência vimos o garoto lidando com madeira de maneira primitiva, aponto essa imagem com o objetivo de criar um paralelismo entre a retomada do uso de xilogravuras pelos artistas expressionistas que visavam retomar a uma arte primitiva; A imagem da criança com uma faca em mãos tirando lascas grosseiras é também muito forte.
---
Bom, meu texto ficou um tanto quanto confuso, mas eu decidi postá-lo porque o exercício foi divertido!
Preciso dizer amiguinhos, não sou uma boa aluna e faço meus trabalhos dentro do prazo limite, por isso a confusão do texto com a pressa de digitá-lo, mas o exercício foi bem legal então proponho para vocês que tentem fazer o mesmo e que sejam mais criativos do que eu!! Façam com anime façam com filmes bem novos, brinquem! Eu pretendo brincar mais. (Mas depois de fazer o resto dos mil trabalhos que acumulei para a mesma semana)
| O Gabinete do Dr. Caligari |
Comecei meu trabalho anotando os filmes que eu não queria usar:
Filme: Melancolia
Diretor: Lars Von Trier
Ano: 2011
Cena: Sequência Inicial
Link: http://www.youtube.com/
A sequência incial de Melancolia pinta telas separadas ligadas por um único tema, a Melancolia em si. O espectador não sabe o que esperar uma vez que o enredo ainda não foi revelado, mas é impossível sentir-se calmo diante das imagens dessa sequencia, com toda certeza muito mais importante que o enredo são as sensações das personagens.
As cenas mostradas são conectadas pela temática sombria e pelas cores pouco contrastadas e escuras, bem como eram características do movimento expressionista.
As personagens são duas mulheres e uma criança em situação de risco, as imagens envocam destruição, morte e unidade entre homem e natureza mas as personagens chamam delicadeza, em especial a figura da noiva.
A cena não possuí falas ou mesmo uma sequência lógica ou cronológica que ajudam a causar estranhamento e pânico no espectador.
A trilha é Tristão e Isolda do compositor Richard Wagner famoso compositor por usar cromatismos e dissonâncias em suas composições afim de causar 'deformações musicais'.
A maquiagem e caracterização das personagens ajuda a exteriorizar a dor das personagens como vemos na primeira cena da sequencia onde a atriz Kirsten Dunst aparece magra e com olheiras mostrando-se perturbada e cansada e levemente deformada.
Definitivamente a composição envoca morte e desesperança, temáticas recorrentes do Expressionismo.
Em algum momento ao fim da sequência vimos o garoto lidando com madeira de maneira primitiva, aponto essa imagem com o objetivo de criar um paralelismo entre a retomada do uso de xilogravuras pelos artistas expressionistas que visavam retomar a uma arte primitiva; A imagem da criança com uma faca em mãos tirando lascas grosseiras é também muito forte.
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Bom, meu texto ficou um tanto quanto confuso, mas eu decidi postá-lo porque o exercício foi divertido!
Preciso dizer amiguinhos, não sou uma boa aluna e faço meus trabalhos dentro do prazo limite, por isso a confusão do texto com a pressa de digitá-lo, mas o exercício foi bem legal então proponho para vocês que tentem fazer o mesmo e que sejam mais criativos do que eu!! Façam com anime façam com filmes bem novos, brinquem! Eu pretendo brincar mais. (Mas depois de fazer o resto dos mil trabalhos que acumulei para a mesma semana)
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Yuuta, o fancat.
Meu bebê, que não é mais um bebê faz tempo, curtindo o som do News enquanto eu arrumava o quarto. Reparem em seu olhar centrado
Música Hoshi wo Mezashite :)
Música Hoshi wo Mezashite :)
Filmes que marcaram a minha infância - O Jardim Secreto (1993)
O Jardim Secreto é uma adaptação para cinema de 1993 dirigida por Agnieszka Holland de uma série de livros escrita entre 1910 e 1911 por Frances Burnett.
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Estudos e textos sobre Um Bonde Chamado Desejo
Atualmente estou numa produção de Um Bonde chamado Desejo, peça do Tennessee Williams.
Encontrei algumas análises sobre a peça e seus personagens na internet e busquei unir informações que achei interessantes por aqui. A minha maior fonte foi esse site então resolvi traduzir parte do seu conteúdo de forma livre para ajudar aqueles que não lêem em inglês mas estão interessados.
Quando a peça começa Blanche já é uma mulher degenerada aos olhos da sociedade. A fortuna e status de sua família se foram, ela perdeu seu marido enquanto jovem e se tornou uma pária social devido a seu comportamento sexual indiscreto. Ela também tem um problema com a bebida que tenta esconder de maneira pouco funcional. Por trás de sua aparência esnobe vive um indivíduo inseguro e deslocado. Blanche é uma beldade que está envelhecendo e vive em pânico perpétuo de ver sua beleza esvanecer.
Seus maneirismo são delicados e elegantes, no entanto ela carrega um guarda roupa recheado de roupas baratas e chamativas. Stanley consegue ver através de Blanche rapidamente e procura informações sobre seu passado.
Na casa dos Kowalski Blanche finge ser uma mulher que nunca conheceu a perda da dignidade; Sua falsa moral não é simplesmente resultado de sua personalidade elitista, mas um ato calculado para fazer-se atraente para os homens do local. Blanche depende da admiração dos homens para que sua auto-estima fique positiva, o que indica que ela já se entregou de maneira passional diversas vezes. Blanche pretende escapar da pobreza se casando, mas como seu cavaleiro de armadura brilhante (Shep Huntleigh) não aparecerá, ao contrário do que ela se convence, Blanche é deixada sem nenhum tipo de possibilidade real de felicidade para o futuro; Ainda que Mitch esteja longe do ideal de homem que Blanche procura ele é sua única chance de contentamento.
(...) A peça tem como sub-texto a queda da sanidade e auto-estima de Blanche, o próprio Stanley é responsável por dar o golpe final em Blanche destruindo o que restava de sua auto estima mental e sexual ao estupra-la e envia-la ao sanatório. No fim, Blanche permite cegamente ser levada pelo doutor até o hospício. A imagem final é o triste resultado da dependência de Blanche nos homens para atingir sua própria felicidade.

Sua família vem da Polônia e por vezes durante a peça ele demonstra seu desgosto em ser chamado de Polaco entre outros nomes; por exemplo quando Blanche o chama de Polaco ele faz questão de faze-la parecer ignorante e sem cultura repetindo diversas vezes que ele nasceu nos Estados unidos, é Americano e de que o termo correto seria Polonês.
Stanley representa a nova e heterogênea America da qual Blanche não faz parte, ela é uma relíquia de um passado onde onde dava-se mais importância a hierarquia social. Stanley se vê como um nivelador social, como diz para Stella na cena 8. ( Ou seja, o fato de os três viverem sob o mesmo teto deveria ser suficiente para coloca-los num mesmo patamar, mas os melindres de Blanche o lembram a todo momento da existência de classes sociais e de como ele deveria permanecer inferior).
O grande ódio que Stanley sente de Blanche é motivado, em partes pela aristocracia que ela representa, e também pois ele vê através dela logo de início e não aprova sua tentativa de fazer com que ele e os amigos a vejam como alguém superior.
Suas maiores diversões são apostar, jogar boliche, fazer sexo e beber. Stanley tem poucos ideias e imaginação.
Sua natureza degenerada e preocupante se mostra presente primeiramente quando ele bate na própria esposa, e mais tarde quando estupra a própria cunhada e não demonstra nenhum tipo de remorso.
A peça termina, no entanto, com Stanley na imagem do perfeito pai de família; abraçando a esposa enquanto ela carrega seu bebê. Essa imagem forte e irônica questiona a atitude da sociedade de transformar Blanche em pária e aceitar Stanley.
Harold "Mitch" Mitchell
Talvez por viver com sua mãe moribunda Mitch é incrivelmente mais sensível que Stanley e os outros amigos de poker. Os outros caras dão risada dele por ser um "garotinho da mamãe" e desde sua primeira e breve aparição é possível notar nele um comportamento mais gentil do que nos outros. Mitch é um homem bondoso que, como vemos na cena seis, gostaria de se casar rápido para trazer calmaria a sua mãe.
Mitch não preenche a lacuna de herói dos sonhos da Blanche uma vez que é muito fofo, tem interesses pouco refinados e é um tanto desastrado, apesar de sensível ele também não compartilha do romantismo de Blanche e de sua compreensão de poesia e literatura. Ela brinca com a falta de cultura de Mitch - por exemplo na cena em que ela tira sarro dele por não saber nada de Francês.
Ainda que eles pertençam a mundos completamente diferentes Mitch e Blanche se atraem pelo desejo mútuo de companhia e acreditam serem adequados um ao outro. Logo mais, os dois descobrem que já viveram a morte de uma pessoa próxima.
O problema do relacionamento deles é sua questão sexual; para fazê-lo acreditar que ela é uma perfeita dama Blanche recusa contato físico várias vezes O que faz com que Mitch se sinta bravo e envergonhado sobre o modo como Blanche o tratava quando ele descobre seu passado sórdido, quando Mitch chega para confronta-la ele diz que merece fazer sexo com ela, em troca de como a tratou, ainda que não a respeite o suficiente para transforma-la em sua esposa.
A diferença entre a forma como Stanley e Mitch tratam Blanche na cena final reforçam o caráter cavalheiro que Mitch possuí. Ainda que ele deixe bem claro que quer dormir com Blanche ele não a estupra e a deixa sozinha quando ela pede, além do que as lágrimas que Mitch derruba quando Blanche luta para escapar da emboscada que Stanley criou para ela são genuínas, mostrando que ele realmente se importa com ela. Na verdade, Mitch é o único, além de Stella que parece compreender a tragédia por trás da loucura de Blanche.
Encontrei algumas análises sobre a peça e seus personagens na internet e busquei unir informações que achei interessantes por aqui. A minha maior fonte foi esse site então resolvi traduzir parte do seu conteúdo de forma livre para ajudar aqueles que não lêem em inglês mas estão interessados.
Análise primária das personagens principais
Blanche Dubois
Quando a peça começa Blanche já é uma mulher degenerada aos olhos da sociedade. A fortuna e status de sua família se foram, ela perdeu seu marido enquanto jovem e se tornou uma pária social devido a seu comportamento sexual indiscreto. Ela também tem um problema com a bebida que tenta esconder de maneira pouco funcional. Por trás de sua aparência esnobe vive um indivíduo inseguro e deslocado. Blanche é uma beldade que está envelhecendo e vive em pânico perpétuo de ver sua beleza esvanecer.
Seus maneirismo são delicados e elegantes, no entanto ela carrega um guarda roupa recheado de roupas baratas e chamativas. Stanley consegue ver através de Blanche rapidamente e procura informações sobre seu passado.
Na casa dos Kowalski Blanche finge ser uma mulher que nunca conheceu a perda da dignidade; Sua falsa moral não é simplesmente resultado de sua personalidade elitista, mas um ato calculado para fazer-se atraente para os homens do local. Blanche depende da admiração dos homens para que sua auto-estima fique positiva, o que indica que ela já se entregou de maneira passional diversas vezes. Blanche pretende escapar da pobreza se casando, mas como seu cavaleiro de armadura brilhante (Shep Huntleigh) não aparecerá, ao contrário do que ela se convence, Blanche é deixada sem nenhum tipo de possibilidade real de felicidade para o futuro; Ainda que Mitch esteja longe do ideal de homem que Blanche procura ele é sua única chance de contentamento.
(...) A peça tem como sub-texto a queda da sanidade e auto-estima de Blanche, o próprio Stanley é responsável por dar o golpe final em Blanche destruindo o que restava de sua auto estima mental e sexual ao estupra-la e envia-la ao sanatório. No fim, Blanche permite cegamente ser levada pelo doutor até o hospício. A imagem final é o triste resultado da dependência de Blanche nos homens para atingir sua própria felicidade.
Stanley Kowalski
A plateia pode ter a imagem errônea de que Stanley é um tipo de heroi da igualdade no começo da peça. Stanley é leal aos amigos e muito apaixonado por sua mulher; e possuí um vigor físico animalesco que se evidencia em seu gosto por trabalho braçal, brigas e sexo.Sua família vem da Polônia e por vezes durante a peça ele demonstra seu desgosto em ser chamado de Polaco entre outros nomes; por exemplo quando Blanche o chama de Polaco ele faz questão de faze-la parecer ignorante e sem cultura repetindo diversas vezes que ele nasceu nos Estados unidos, é Americano e de que o termo correto seria Polonês.
Stanley representa a nova e heterogênea America da qual Blanche não faz parte, ela é uma relíquia de um passado onde onde dava-se mais importância a hierarquia social. Stanley se vê como um nivelador social, como diz para Stella na cena 8. ( Ou seja, o fato de os três viverem sob o mesmo teto deveria ser suficiente para coloca-los num mesmo patamar, mas os melindres de Blanche o lembram a todo momento da existência de classes sociais e de como ele deveria permanecer inferior).
O grande ódio que Stanley sente de Blanche é motivado, em partes pela aristocracia que ela representa, e também pois ele vê através dela logo de início e não aprova sua tentativa de fazer com que ele e os amigos a vejam como alguém superior.
Suas maiores diversões são apostar, jogar boliche, fazer sexo e beber. Stanley tem poucos ideias e imaginação.
Sua natureza degenerada e preocupante se mostra presente primeiramente quando ele bate na própria esposa, e mais tarde quando estupra a própria cunhada e não demonstra nenhum tipo de remorso.
A peça termina, no entanto, com Stanley na imagem do perfeito pai de família; abraçando a esposa enquanto ela carrega seu bebê. Essa imagem forte e irônica questiona a atitude da sociedade de transformar Blanche em pária e aceitar Stanley.
Harold "Mitch" Mitchell
Talvez por viver com sua mãe moribunda Mitch é incrivelmente mais sensível que Stanley e os outros amigos de poker. Os outros caras dão risada dele por ser um "garotinho da mamãe" e desde sua primeira e breve aparição é possível notar nele um comportamento mais gentil do que nos outros. Mitch é um homem bondoso que, como vemos na cena seis, gostaria de se casar rápido para trazer calmaria a sua mãe.
Mitch não preenche a lacuna de herói dos sonhos da Blanche uma vez que é muito fofo, tem interesses pouco refinados e é um tanto desastrado, apesar de sensível ele também não compartilha do romantismo de Blanche e de sua compreensão de poesia e literatura. Ela brinca com a falta de cultura de Mitch - por exemplo na cena em que ela tira sarro dele por não saber nada de Francês.
Ainda que eles pertençam a mundos completamente diferentes Mitch e Blanche se atraem pelo desejo mútuo de companhia e acreditam serem adequados um ao outro. Logo mais, os dois descobrem que já viveram a morte de uma pessoa próxima.
O problema do relacionamento deles é sua questão sexual; para fazê-lo acreditar que ela é uma perfeita dama Blanche recusa contato físico várias vezes O que faz com que Mitch se sinta bravo e envergonhado sobre o modo como Blanche o tratava quando ele descobre seu passado sórdido, quando Mitch chega para confronta-la ele diz que merece fazer sexo com ela, em troca de como a tratou, ainda que não a respeite o suficiente para transforma-la em sua esposa.
A diferença entre a forma como Stanley e Mitch tratam Blanche na cena final reforçam o caráter cavalheiro que Mitch possuí. Ainda que ele deixe bem claro que quer dormir com Blanche ele não a estupra e a deixa sozinha quando ela pede, além do que as lágrimas que Mitch derruba quando Blanche luta para escapar da emboscada que Stanley criou para ela são genuínas, mostrando que ele realmente se importa com ela. Na verdade, Mitch é o único, além de Stella que parece compreender a tragédia por trás da loucura de Blanche.
terça-feira, 23 de abril de 2013
Relatos do consumismo desenfreado
Ahh a feira de livros do Bunkyo...
O evento que acontece uma ou duas vezes por ano e é tão delicado para mim...
Delicado porque lida com duas de minhas maiores fraquezas, comprar livros e comprar coisas em promoção.
O evento acontece uma ou duas vezes por ano e eu já estou criando uma tradição de dar uma passadinha e voltar tão carregada quanto o Papai Noel. O prejuízo financeiro não é tanto, mas o prejuízo moral é devastador.... Comprar dúzias de livros num idioma que eu não domino sob o pretexto de que vão me ajudar a estudar japonês quando eu já tenho uma porção de material disponível e não utilizado na minha casa ;(
Entre os livros que considero mais inúteis mas que, de alguma forma me pareceram um bom negócio posso citar a biografia do Beethoven
O evento que acontece uma ou duas vezes por ano e é tão delicado para mim...
Delicado porque lida com duas de minhas maiores fraquezas, comprar livros e comprar coisas em promoção.
O evento acontece uma ou duas vezes por ano e eu já estou criando uma tradição de dar uma passadinha e voltar tão carregada quanto o Papai Noel. O prejuízo financeiro não é tanto, mas o prejuízo moral é devastador.... Comprar dúzias de livros num idioma que eu não domino sob o pretexto de que vão me ajudar a estudar japonês quando eu já tenho uma porção de material disponível e não utilizado na minha casa ;(
Entre os livros que considero mais inúteis mas que, de alguma forma me pareceram um bom negócio posso citar a biografia do Beethoven
Um ehon (絵本) da Cinderella que eu li no caminho entre as estações São Joaquim e Sé. (ou seja, muito curtinho e er.... eu conhecia a história)
A canção do bebê. Um livro que eu comprei porque as ilustrações são aquareladas e bonitas.
Totto chan e as crianças da Totto chan o que parece ser um livro sobre a vida de uma figura pública e seu trabalho na África, e obviamente eu não tenho competência para lê-lo.
Mas nem tudo foi dinheiro mau gasto, procurando com calma encontrei essa cópia de As crônicas de Nárnia - A viagem do peregrino da alvorada. Meu livro favorito das Crônicas de Nárnia :)
Encontrei também um livro de histórias infantis sobre um menino que se torna um gato, GLASS MASK e uma coleção completa de um mangá chamado Kimama ni Idol que eu vou tentar me esforçar para ler (ainda que eu já tenha pencas de mangás em japonês para ler).
E uma revista em inglês da Lum chan (うる星やつら)
Quer saber o quanto eu gastei nesses 17 itens comprados? R$ 30,00 , paguei feliz da vida imaginando ter feito um ótimo negócio, mas na hora de voltar para casa estava tão carregada que não conseguia subir a ladeira até o metrô!!! Humilhada carregando sacolas de plástico recheadas de livros que eu não leria a dor moral bateu e eu quis literalmente sentar e chorar, e por pouco não o fiz....
(Comprei na feira do ano passado 3 VHS que assisti apenas uma vez, e não contente com isso comprei esse ano um VHS do Kaibutsu kun (怪物くん).
MALDITO CONSUMISMO E SEU PODER DE ME FAZER SENTIR COMPLETA E FELIZ QUANDO ADQUIRO BENS MATERIAIS!!! ME DEIXE EM PAZ~
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
あの素晴しい愛をもう一度 por Clara e Bruno
Passo para publicar esse vídeo feito nas cochas onde eu e meu amigo Bruno gravamos um cover de Ano Subarashii ai wo mou ichido dos Folk Crusaders.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Filmes inéditos que vi em 2012
Hey! Agora vem a parte divertida do meu mini diário de filmes, analisar.
Janeiro
Infâmia
O Sol da Meia-Noite
Miss Simpatia
Amor à segunda vista
A cartada final
You are my Pet
De repente Califórnia
Ghost World - Aprendendo a viver.
Fevereiro
Meia-Noite em Paris
O sorriso de Mona Lisa
Tropa de Elite
Dragon Ball Evolution
Dirty Dancing - Ritmo Quente
Manhattan
Melancolia
Nine
Scott Pilgrim contra o mundo
Fear and Trembling
(não anotei março nem abril)
Maio.
O Baile
Cisne Negro
Quem vai ficar com Mary?
50%
Junho.
Celebridade
Uma adorável pecadora
Duets - Vem cantar comigo
Namorados para sempre
Julho.
Kanashimi no Belladona
Para Roma com amor
Uma mulher é uma mulher
A pele que habito
Mini Moni - Okashi Daibuken
A bunny's tale
Agosto.
Plano 9 do espaço Sideral
As margaridas
Abraços Partidos
Setembro.
Medos privados em lugares públicos
Em Segredo
Outubro.
TED
O menino do pijama listrado
Arquitetura da destruição
Novembro.
Hannah e suas irmãs
Dogville
Chocolate
O riso dos outros
Dezembro.
Jules e Jim uma mulher para dois.
-------
Assisti uns 45 filmes inéditos para mim esse ano, mas consigo citar mais uns cinco que não foram anotados. Acho que no geral vi filmes bons e aprendi bastante com eles.
O diretor cujo trabalho mais explorei foi Woody Allen! 5 dos 45 filmes listados foram dirigidos por ele (e o roteiro é original também)!!!
infelizmente fui muito, muito pouco no cinema esse ano.... e é bem visível que meu ritmo de cinefilia foi abaixando com o passar do ano; em dezembro só vi um filme novo!
Imagino se seria interessante anotar também os animes que tenho assistido e observar se assisti mais séries/animes nos meses com poucos filmes; Em dezembro assisti uma temporada de série numa madrugada só... graças as resoluções Nerds de ano novo vou tentar me organizar bem em 2013.; quero ver coisas que me interessam mas também conhecer melhor meus amigos por meio do que gostam!
Esse ano vi dois filmes do Lars Von Trier que atualmente figuram entre meus favoritos, portanto pretendo assistir vários dele em 2013 também; Ganhei de natal um box de filmes do Akira Kurosawa, cujo trabalho não conheço muito bem só vi Trono Manchado de Sangue (adaptação de Macbeth do - amigo - Bill Shakespeare)
Peço a vocês amigos mais sugestões de filmes!!! Pode ser por aqui, pelo outro tópico onde peço sugestões por twitter ou facebook, mas por favor enviem ( ̄(エ) ̄)y
Deixo aqui também o link do meu tumblr que é diretamente relacionado com o que tenho lido/visto e com o que tenho por favorito. É bem interessante notar como os filmes que me deixaram maior impressão estão presentes no tumblr no mês em que os vi. :)
Janeiro
Infâmia
O Sol da Meia-Noite
Miss Simpatia
Amor à segunda vista
A cartada final
You are my Pet
De repente Califórnia
Ghost World - Aprendendo a viver.
Fevereiro
Meia-Noite em Paris
O sorriso de Mona Lisa
Tropa de Elite
Dragon Ball Evolution
Dirty Dancing - Ritmo Quente
Manhattan
Melancolia
Nine
Scott Pilgrim contra o mundo
Fear and Trembling
(não anotei março nem abril)
Maio.
O Baile
Cisne Negro
Quem vai ficar com Mary?
50%
Junho.
Celebridade
Uma adorável pecadora
Duets - Vem cantar comigo
Namorados para sempre
Julho.
Kanashimi no Belladona
Para Roma com amor
Uma mulher é uma mulher
A pele que habito
Mini Moni - Okashi Daibuken
A bunny's tale
Agosto.
Plano 9 do espaço Sideral
As margaridas
Abraços Partidos
Setembro.
Medos privados em lugares públicos
Em Segredo
Outubro.
TED
O menino do pijama listrado
Arquitetura da destruição
Novembro.
Hannah e suas irmãs
Dogville
Chocolate
O riso dos outros
Dezembro.
Jules e Jim uma mulher para dois.
-------
Assisti uns 45 filmes inéditos para mim esse ano, mas consigo citar mais uns cinco que não foram anotados. Acho que no geral vi filmes bons e aprendi bastante com eles.
O diretor cujo trabalho mais explorei foi Woody Allen! 5 dos 45 filmes listados foram dirigidos por ele (e o roteiro é original também)!!!
infelizmente fui muito, muito pouco no cinema esse ano.... e é bem visível que meu ritmo de cinefilia foi abaixando com o passar do ano; em dezembro só vi um filme novo!
Imagino se seria interessante anotar também os animes que tenho assistido e observar se assisti mais séries/animes nos meses com poucos filmes; Em dezembro assisti uma temporada de série numa madrugada só... graças as resoluções Nerds de ano novo vou tentar me organizar bem em 2013.; quero ver coisas que me interessam mas também conhecer melhor meus amigos por meio do que gostam!
Esse ano vi dois filmes do Lars Von Trier que atualmente figuram entre meus favoritos, portanto pretendo assistir vários dele em 2013 também; Ganhei de natal um box de filmes do Akira Kurosawa, cujo trabalho não conheço muito bem só vi Trono Manchado de Sangue (adaptação de Macbeth do - amigo - Bill Shakespeare)
Peço a vocês amigos mais sugestões de filmes!!! Pode ser por aqui, pelo outro tópico onde peço sugestões por twitter ou facebook, mas por favor enviem ( ̄(エ) ̄)y
Deixo aqui também o link do meu tumblr que é diretamente relacionado com o que tenho lido/visto e com o que tenho por favorito. É bem interessante notar como os filmes que me deixaram maior impressão estão presentes no tumblr no mês em que os vi. :)
sábado, 22 de dezembro de 2012
Crônica não pessoal de um natal e ano novo qualquer.
O mundo continuava girando a 1700 quilômetros por hora, a programação da televisão continuava entediante, crianças continuavam com fome e a pilha de livros que ela arrumara ao lado da cabeceira da cama continuava não lida.
Lá no fundo estava feliz por continuar na incerteza sobre o fim de sua vida, acreditava que esse mistério era um tipo de dádiva e punição capaz de colorir seus dias.
No peito o misto de emoções próprias da época, a euforia, o apreço pelas luzes, a diversão dos presentes e da festa e o desespero da passagem de tempo. Sentia que todo final de ano era uma piada divina que lembrava a todos que começamos a morrer no nosso primeiro dia de vida.
Era inevitável que pensasse em quem já foi e naqueles que chegaram, era inevitável que sentisse saudades e para ela tinha sido inevitável até aqui que a dor fosse maior que a alegria.
Mas a grande barreira de pessimismo era só um disfarce no fundo ela era otimista! Pobrezinha, era otimista e não sabia! E o otimismo sussurrava baixinho que ela deveria se concentrar nos ganhos do ano e não nas terríveis perdas; Ficava então dividida entre o comodismo da dor e sua essência otimista. O fim de ano era uma desculpa para colocar esse conflito em evidência e cinematograficamente acompanhado de iluminação e trilha sonora; era a batalha final épica entre um lado e outro.
Escolhia sempre no momento final pensar nos ganhos e na família, ela não era sozinha, era um terço de uma unidade; E conseguia verdadeiramente amar as cicatrizes como parte de seu amadurecimento durante o jantar de Natal; sentia-se vitoriosa!! Era como as heroínas que aprendeu a idolatrar, era cheia de valores, coragem e garra! Vencia seu pior inimigo e tinha orgulho disso.
Acabavam os fogos, a comida dava sono, não havia mais amor para compartilhar e a cidade ia dormir entorpecida; era nesse momento em que as sombras voltavam com força, voltavam para lembrá-la do caminho mais fácil, pois não há nada mais fácil do que ser fraco; Era nesse momento, quando a cidade dormia que ela se tornava solitária como o personagem do Dickens e tinha sua epifania de natal, não nascera para ser heroína e teria que pagar o preço por sua petulância: Uma semana inteira aguardando o fim e pura miséria acompanhada de todos os sonhos que abriu mão, de todas os jovens que morreram e das amizades que perdeu; esse era o preço para expiar seu crime de grandeza.
Todo ano ela aceitava no desespero, torcendo que desse modo pudesse ter mais 300 e tantos dias de uma miséria normal e não maior.
Quisera por um micro segundo que o mundo tivesse mesmo acompanhado o calendário Maia e a visualização de um certo vídeo no youtube, mas o pecado original voltara e o otimismo tratava de expulsar tais pensamentos.
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